Manual Tecnico Geomorfologia

56

Transcript of Manual Tecnico Geomorfologia

Page 1: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 1/55

•MANUAL

TECNICODE

GEOMORFOLOGIA

2 . ! 1e d i c a o

I ns ti tu to B ra s il ei ro d e G e o gr af ia e Estatlstica

Page 2: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 2/55

Presidente da Republica

Luiz Inacio Lula da Silva

Ministro do Planejamento, Orcarnento e Gestae

Paulo Bernardo Silva

INSTITUTO BRASILEIRO

DE GEOGRAFIA E

ESTATISTICA -IBGE

Presidente

Eduardo Pereira Nunes

Diretor-ExecutivoSergio da Costa Cortes

6RGAos ESPECfFICOS SINGULARES

Diretoria de Pesquisas

Wasmalia Socorro Barata Bivar

Diretoria de Geociencias

Luiz Paulo Souto Fortes

Diretoria de InformaticaPaulo Cesar Moraes Simoes

Centro de Docurnentacao e Disseminacao de lnforrnacoes

David Wu Tai

Escola Nacional de Ciencias Estatisticas

Sergio da Costa Cortes (interino)

UNIDADE RESPONSAvEL

Diretoria de Geociencias

Coordenacao de Recursos Naturais e Estudos Ambientais

Celso Jose Monteiro Filho

Page 3: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 3/55

Ministerio do Planejamento, Orcarnento e Gestae

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica ·IBGE

Diretoria de Geoclenclas

Coordenacao de Recursos Naturais e Estudos Ambientais

Manuais Tecnicos em Geociencias

nurnero 5

Manual Tecnico de Geomorfologia

Rio de Janeiro

2009

Page 4: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 4/55

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica - IBGE

Av. Franklin Roosevelt, 166 - Centro - 20021-120 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil

ISSN 0103-9598 Manuais tecnicos em geociencias

Divulga os procedimentos metodol6gicos utilizados nos estudos e

pesquisas de geociencias.

ISBN 978-85-240-4110-5

© IBGE. 1~edlcao 1995

2~ edicao 2009

Capa

Ubirata O. dos Santos/Eduardo Sidney - Coordenacao deMarketing/Centro de Docurnentacao e Dlssernlnacao delnformacces - COOl

Manua l tecn lco de geomorfo logia IIBGE, Ccordenacao de Recursos Natu-

rais e Estudos Ambientais. - 2. ed . • Rio de Janeiro: IBGE, 2009.

1B2 p. - (Manuais tecnicos em geociencias, ISSN 0103-959B ; n. 5)

Acompanha um CD-ROM, em bolso.

Inclui bibliografia.

ISBN 978-85-240-4110-5

1 .Geomor fo logia - Manua is, guias, e tc. 2. Mapeamento

geomorfologico - Manuais, guias, etc. I. IBGE. Coordanacao de

Recursos Naturais e Estudos Ambientais. II. Serie.

Gerincia de Biblioteca e Acervos EspeciaisRJ/IBGE/2009-26

CDU 551.4GEO

Impresso no Brasil I Prin ted in Brazil

Page 5: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 5/55

Sumarlo

Apresenta~iio

Introdu~iio

Pressupostos teorico-metodologicos

Evolu~iio da metodologia

Taxonomia do mapeamento geomorfologico

Dominios Morfoestruturais

Regioes Geomorfologicas

Unidades Geomorfologicas

Modelados

Formas de Relevo Simbolizadas

Conceitos basicos dos fatos geomorfologicos mapeados

Modelados

Acurnulacao

Aplanamento

Dissecacso

Dissolucao

Formas de relevo simbolizadas

Formas relacionadas as acoes fluviais, lacustres e marinhas

Forma relacionada aa l , (80

e61icaFormas relacionadas a acao carstlca

Page 6: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 6/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

Formas relacionadas a dissecacao englobando fei'toes

residuais

Formas relacionadas a bacias e coberturas sedimentares

Formas relacionadas a dobramentos

Formas relacionadas a tectonica de falha

Forma relacionada a estruturas circulares

Formas de genese indiferenciada

Srmbolos relaeionados a proeessos de erosio e

movimentos de massa

Srmbolos de representacao eartograflca tematica

Coneeitos eomplementares iI interpreta~io geomorfologiea

Baeias hidrografieas

Rede de drenagem

Tipos de canais fluviais

Padroes de drenagem

Hierarquia fluvial

Propriedades da drenagem

Anomalias de drenagem

Proeessos erosivos

Natureza da erosso

Formas erosivas causadas pelo escoamento superficial

Fatores controladores da erosao

Movimentos de massa ou gravitacionais

Forma~oes superfieiais

Hipsometria

Deelividade

Avalia~io do relevo

Sensoriamento remoto aplieado a geomorfologia

Importaneia das geoteenologias na analise da paisagem

Enfoque geomorfologieo e resolu~io dos sensores

Importaneia do radar

A contribuicao do Radar GEMS no levantamento geomorfol6gico

do Brasil

Aplicacces e produtos de radares orbitais

Particularidades do radar na analise do relevo

Sistemas multiespeetrais

Propriedades das bandas Landsat

Cornposicoes coloridas

Integra~io SR·SIG e produtos derivados

Page 7: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 7/55

Surnario BIBGE

Tecnicas utilizadas na interpretac;iio geomorfologica

Tecnicas de gabinete

Processamento digital de imagens

Elaboracao de perfis topoqraficos

Tecnicas de campo

Utilizacao de cadernetas e fichas de campo

Registro fotoqrafico de campo

Procedimentos baslcos do mapeamento geomorfologico

Estudos preliminares, selec;iio e preparac;iio de imagens

Selecao de dados grafico e textual

Preparacao das imagens selecionadas

Interpretac;iio tematica

Analise da drenagem

lnterpretacao de imagens em meio digital

ldentiflcacao e dellmltacao dos Modelados e das

formas de relevo

Elaboractao de carta geomorfol6gica preliminar

Trabalho de campo

Reinterpretac;iio e integrac;iio tematica

EdiC;iiografica

Cargas alfanumerica e grafica no banco de dados

de geomorfologia

Validac;iio e consolidac;iio

Gerac;iio de produtos

Banco de dados de geomorfologia

Carta geomorfol6gica final

Cartas derivadas

Estatfsticas e indicadores ambientais

Sintese tematica

Aplicac;oes da pesquisa geomorfologica

Referencias

Apendices

1 Corte cartografico e escalas de trabalho

2 Fichas de campo

3 Letras-simbolos e simbolos da Geomorfologia e

convenc;oes da Geologia

4 Relac;iio e identificac;iio das Unidades Geomorfologicas mapea-

das no Brasil

Page 8: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 8/55

.IBGE Manual tecnlco de geomorfologia

Figuras

1 - Linhagens Epistemoloqlcas da Geomorfologia

e Seguidores

2 - Estrutura da Geomorfologia

3 - Dominies Morfoestruturais e Morfoclimaticos

4 - Compartimentos de Relevo

5 - Modelados de acurnulacao fluvial, fluviolacustre e de

lnundacao, e de dissecacao hornoqenea. Imagem Mosaico

GeoCover do rio Japura, AM

6 - Modelados de acurnulacao marinha e fluviomarinha.

Imagem Mosaico GeoCover da reqiao do delta do rio Paraiba do

Sui, RJ

7 - Modelados de acurnulacao lagunar e eolica. Imagem CBERS

2/CCD, cornposlcao R3G4B2 da reqiao adjacente a lagoa do

Casamento, Palmares do Sui, RS

8 - Modelados de acurnulacao coluvial, fluvial e de dlssscacao

hornoqenea, Imagem ALOS/AVNIR 2, cornposlcao R2G4B3 do

vale do rio Itajai-Mirim, SC

9 - Modelados de aplanamento degradado e de dissecacao

hornoqenea, Imagem Landsat 7/ETM+, cornposlcao R5G4B3 da

Chapada e Depressso de Itiquira, MT

10 - Modelados de aplanamento etchplanado e de dissecacao

hornoqenea. Imagem Mosaico GeoCover da regiao de Caldas

Novas, GO

11- Modelados de dissecacao hornoqenea e estrutural.

Imagem Landsat 5/TM, cornposicao R5G4B3 no vale do rio

Paraiba do Sui e na serra do Mar, SP/RJ

12 - Modelados de dissecacao estrutural, de aplanamento

retocado e de acurnulacao fluvial, fluviolacustre e de inundacao.

Imagem Landsat 7/ETM+, cornposicao R5G4B3 da Provincia

Serrana, MT

13 - Padr6es de imagem em modelados de dlssscacao com

as classes de densidade de drenagem. Imagens Mosaico

GeoCover

14 - Padr6es de imagem em modelados de dissecacao com

as classes de aprofundamento das incis6es. Imagens Mosaico

GeoCover

15 - Modelados de dissecacao em ravinas e hornoqenea e de

aplanamento retocado. Imagem Mosaico GeoCover ao sui de

Niquelandia, GO

16 - Modelados de dissolucao e de aplanamento retocado.

Imagem ALOS/AVNIR, cornposicao R3G2B1 da regiao dos

Patamares do Oeste Baiano, BA

Page 9: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 9/55

Surnario BIBGE

17 - Divisao Hidrografica Nacional

18 - Padrao de canal retilineo no rioTocantins, TO. Imagem

Mosaico GeoCover

19 - Padrao de canal anastomosado no rio Japura, AM. Imagem

Mosaico GeoCover

20 - Padrao entrelacado no rio Tapajos, PA. Imagem Mosaico

GeoCover

21 - Padrao meandrante psamitico no rio Uruguai, SC. Imagem

Mosaico GeoCover

22 - Padrao meandrante pelitlco no rio Jurua, AM. Imagem

Mosaico GeoCover

23 -Alternanclas de padroes (meandrante-retilineo) pod emindicar rnudancas no arranjo estrutural de uma area. Imagem

Mosaico GeoCover no rio Guapore, RO

24 - Pad roes de Drenagem (Dendritico no oeste do Para, na

folha SA21, Imagem Mosaico GeoCover; Pinado na raqiao

da Reserva Bioloqica de Linhares, ES na folha SE24, Imagem

Mosaico GeoCover; Paralelo nos arredores de Correntina,

BA na folha SD23, Imagem Mosaico GeoCover;Trelil,(a no

vale do rio Paraiba do Sui, limite dos Estados RJ/MG na

folha SF23, Imagem CBERS 21 CCD, cornposlcao (R3G4B2);

Retangular na regiao de Cataguases, MG-SF23, Imagem

Mosaico GeoCover; Radial Centrifugo na folha SF22zb; Radial

Centripeto no Pantanal Matogrossense, MS na folha SD21yc,

Imagem Mosaico GeoCover; Anelar na rede de drenagem do

rio das Velhas, MT na folha SE22, Imagem Landsat 7/ETM+,

cornposlcao (R5G4B3)

25 - Deterrnlnacao da ordem dos canais de drenagem proposta

por Strahler, 1952

26 - Propriedades da drenagem

27 - Feil,(oes anornalas desenvolvidas pelo rio Perulpe,

Municipio de Nova Vlcosa, no litoral sui da Bahia. Imagem ALOSI

PALSAR HH

28 -Variacoes no contorno das ilhas na desembocadura norte

do rio Amazonas. Em sequencia cronoloqica: A - imagem

de Radar GEMS banda X (1984); B - imagem Landsat 5/TM,

cornposicao R5G4B3 (1998); e C - imagem RADARSAT-1,anda C

(2002) que exibe a confiquracao da linha de costa (em laranja)

correspondente a imagem do Radar GEMS

29 - A cornposlcao colorida R3G4B2 do satellte CBERS 2/CCDpossibilita a identificacao de diversos compartimentos na Serra

Gaucha, RS

Page 10: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 10/55

.IBGE Manual tecnlco de geomorfologia

30 - Cornposicao colorida R3G4B2 do satelite ALOS/AVNIR 2

mostrando a reqiao da Baia de Babitonga e IIha de Sao

Francisco, SC

31 - Recorte de imagem Radar GEMS 1000 em area de relevo

dissecado com feict6es residuais, a leste do Municipio de

Caracarai, Roraima, onde sobressaem as serras de Barauana e

Anaua, Mosaico semicontrolado de radar, folha NA 20 ZB

32 - Imagem Landsat 7/ETM+, cornposlcao colorida R4G5B3 da

regiao de Porto Belo-Bombinhas, SC

33 - Produtos derivados de modelos digitais de elevacao SRTM,

sobrepostos por imagem Landsat 5/TM, cornposlcao 4R5G3B, na

regiao do vale do rio Paraiba do Sui, SP

34 - A utilizacao conjunta de imagens de sate lite com modelos

digitais de elevacao SRTM amplia as possibilidades da

lnterpretacao na cornpartlrnentacao do relevo, particularmente

em areas onde ha cobertura de nuvens. Imagem Mosaico

GeoCover e modele SRTM, folhas SE23xc e SE23xd

35 - Procedimentos baslcos do mapeamento geomorfol6gico

36 - Articulacao entre folhas ao rnilionesimo

37 - Decomposicao da folha 1: 000 000 ate 1:25 000

38 - Decornposicao da folha 1: 000 000 ate 1:25 000 (detalhe)

Formas de Relevo Simbolizadas

Delta - Imagem Mosaico GeoCover na folha SD24zc

Aureola de Colmatagem - Imagem Mosaico GeoCover na folha

SC22zc

Borda de Terraco - Imagem Mosaico GeoCover na folha

SA19zd

Cone de Dejectao - Cornposlcao ALOS/AVNIR 2 R3G4B2 na folha

SD23ya

Leque Aluvial (Alluvial Fan) - Imagem Landsat 7/ETM+ R5G4B3 na

folha SE21vb

Garganta - Imagem Mosaico GeoCover na folha SC23zc

Depressao Pseudocarstica - Imagem Mosaico GeoCover na folha

SE24yb

Barras em Pontal (Point Bars) - Imagem Mosaico GeoCover na

folha SC20yc

Barras de Canal (Scroll Bars) - Imagem Mosaico GeoCover na

folha SB20xb

Dique Marginal (Natural Levee) - Imagem Mosaico GeoCover na

folha SB20xd

Paleodrenagem (Palaeochannel) - Imagem Mosaico GeoCover na

folha SB20zb

Page 11: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 11/55

Surnario BIBGE

Meandro Abandonado (Oxbow Lake) - Imagem Mosaico

GeoCover na folha SB19xb

Vereda - Imagem Mosaico GeoCover na folha NA20xd

Dale - Imagem Mosaico GeoCover na folha SD21vc

Cristas de Praia (Beach Ridges) - Imagem Mosaico GeoCover na

folha SE24yd

Chenier- Imagem Mosaico GeoCover na folha NA22xc

Linhas de Acrescao - Imagem Mosaico GeoCover na folha

NA22vb

Falesia - Imagem Mosaico GeoCover na folha SB25ya

Paleofalesia - Imagem Mosaico GeoCover na folha SB25ya

Paleolitoral - Imagem Mosaico GeoCover na folha SE24yb

Recife - Imagem Mosaico GeoCover na folha SD24yd

Restinga (Barrier Spit) - Imagem Mosaico GeoCover na folha

SG22xd

IIha Barreira (Barrier Island) - Imagem Mosaico GeoCover na

folha SD24zc

Duna - Imagem Mosaico GeoCover na folha SH22za

Borda de Patamar Carstico - Imagem Mosaico GeoCover na folha

SD23xc

Leples - Cornposicao ALOS/AVNIR 2 R3G2B1 na folha

SD23xc

Dolina - Imagem Mosaico GeoCover na folha SE23za

Morro Carstico - Imagem Mosaico GeoCover na folha SD23xc

Hessurqencia - Imagem Mosaico GeoCover na folha SC23zd

Sumidouro - Cornposicao ALOS/AVNIR 2 R3G4B2 na folha

SD23vd

Uvala - Composlcao ALOS/AVNIR 2 R3G4B 2 na folha SC23zb

Vale Carstico - Imagem Mosaico GeoCover na folha SC24ya

Crista Sirnetrica - Imagem Mosaico GeoCover na folhaSD23va

Crista Assirnetrica (Hogback) - Imagem Mosaico GeoCover na

folha SD22xb

Inselbergue - Imagem Mosaico GeoCover na folha NA20xb

Pontao - Imagem Mosaico GeoCover na folha SA19xb

Cuesta - Imagem Mosaico GeoCover na folha SE21zd

MorroTestemunho (Mesa) - Imagem Mosaico GeoCover na folha

SB23yc

Borda de Anticlinal Escavada - Imagem Mosaico GeoCover na

folha SE21vb

Borda de Sinclinal Suspensa - Imagem Mosaico GeoCover nafolha SD23xd

Page 12: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 12/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

Combe - Imagem Mosaico GeoCover na folha SD21za

Dorsa Anticlinal - Imagem Mosaico GeoCover na folha

SF23va

FacetasTriangulares de Camada - Imagem Mosaico GeoCover na

folha SE23xc

Marcas de Enrugamentos - Imagem Mosaico GeoCover na folha

SD23xb

Escarpa Adaptada a Falha - Imagem Mosaico GeoCover na folha

SE23za

Escarpa de Falha - Imagem Mosaico GeoCover na folha

SD21ya

FacetasTriangulares de Falha - Imagem Mosaico GeoCover na

folha SD23vc

Vale au Sulco Estrutural - Imagem Mosaico GeoCover na folha

SH22vc

Anomalia de Drenagem - Imagem Mosaico GeoCover na folha

NA22vb

Borda de Estrutura Circular - Imagem Mosaico GeoCover na folha

SE23ya

Borda de Patamar Estrutural - Cornposlcao CBERS 2/CCD R3G4B2

na folha SH22xa

Canyon - Composicao CBERS 2/CCD R2G4B2 na folha

SH22xc

Escarpa Erosiva - Cornposicao CBERS 2/CCD R2G4B2 na folha

SH22xa

Escarpa em Relevo Monoclinal - Imagem Mosaico GeoCover na

folha SD23vb

Linha de Cumeada - Imagem Mosaico GeoCover na folha

SF23xb

Ressalto - Imagem Mosaico GeoCover na folha SD21xd

Fotografias

1 - Nfveis de terrace na margem direita do rio Piranga (afluente do

rio Dace), Porto Firme, MG

2 - Planfcie fluvial caracterizada pelas barras em pontal bem

desenvolvidas no rio Guapore, 25km a jusante de Costa

Marques, RO

3 - Planfcie fluvial utilizada para crlacao de bufalos proximo a

Itacoatiara, AM

4 - Planfcie periodicamente inundavel, utilizada para crlacao de

bufalos no Lago Curiau, AP

5 - Planfcie marinha com extenso pos-praia interligado ao campo

de dunas ao sui deTorres, RS

6 - Planfcie marinha com a formacao de restinga na foz do rio

Araranqua, conjugada as dunas no Morro dos Conventos, SC

Page 13: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 13/55

Surnarlo 18GE

7 -Terrace marinho em contato com a paleofalesia (Tabuleiros

Costeiros ao fundo) em Lucena, PB

8 - Areas inundaveis em setor de planfcie com manguezal na

Fazenda Bom Jesus, cerca de 15km a norte de Soure, IIha de

Maraje, PA

9 - Planfcie lagunar a margem da lagoa de Itapeva, Tres

Cachoeiras, RS

10 - Campo de dunas barcanas cornpce a maior parte da planfcie

costeira adjacente a foz do rio Sao Francisco, AL

11 - Planfcie eclica (interduna) recoberta pela Formacao Pioneira

Marinha Herbacea, parcialmente alagada devido a elevacso do

lencol freatico, e em segundo plano, as dunas rnoveis no Cabo

de Santa Marta, SC

12 - Fundo de vale colmatado por coluvio recoberto com

vsqetacao herbacea, vizinha ao rio Pedreira, Macapa, AP

13 - Paisagem formada pelas planfcies lacustre e de inundacao

adjacentes a serra do Amolar, MT

14 - Superffcie de aplanamento parcialmente conservada,

correspondendo ao topo da Chapada dos Guirnaraes. Estrada de

Cuiaba para a UHE do rio Manso, MT

15 - Contato entre as escarpas do Plana Ito Dissecado do Tocantins

com a Depressao do MedioTocantins. Trecho da Serra do

Lageado na descida para Palmas, TO16 - Area de contato do pediplano retocado (Campos de Roraima)

com 0 relevo dissecado predominantemente montanhoso em

segundo plano. Fazenda Alvorada, Normandia, RR

17 - Superffcie de aplanamento retocado embutida em areas com

cristas. Safda de Unaf para Riachinho, MG

18 - Pediplano retocado desnudado com inselbergues em forma

de cristas. Contato do Pediplano Sertanejo com as Encostas

Ocidentais da Borborema, Santa Luzia, PB

19 - Ao longo da Serra do Sincora, 0 pedimento preenche 0

interior da imensa estrutura anticlinal escavada na Chapada

Diamantina, BA

20 - Forma de topo convexo. Colinas entre Muriae e Barao do

Monte Alto, MG

21 - Forma de topo tabular. Praia Grande, SC

22 - Forma de topo aqucado, Relevo montanhoso da Serra de

Macae, Sana, RJ

23 - Relevo de encostas suaves e topos tabulares nas

proximidades de Cristalina, GO

24 - Relevo dissecado de topos convexos (Dc21), conhecidolocalmente pela denornlnacao de coxilhas, norte da cidade de

Pelotas, RS

Page 14: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 14/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

25 - Relevo dissecado em morros e colinas de vertentes

convexizadas formando ombreiras e vales profundos (Dc43) nas

Encostas Orientais da Borborema, Rodovia PB-087, Municipio de

Areia, PB26 - Relevo dissecado de topos convexos (Dc31) no Chapadao do

Boqueirao entreTapira e Araxa, MG

27 - Relevo dissecado marcado pela predorninancia de morros

de topos aqucados e vertentes retilineas cortando rochas da

Faixa Ribeira em Pedra Dourada, MG

28 - Relevo montanhoso (Da35) marcado por pontoes e

picos elevados que caracterizam a Serra dos 6rgaos, Nova

Friburgo, RJ

29 - Relevo dissecado estrutural na Serra do Cipo-

Espinhaco, MG30 - Relevo dissecado estrutural na Serra do Espinhaco em

Monte Azul, MG

31 - Aspecto do modelado dissecado em ravinas a oeste de MG,

observado em sobrevoo

32 - Ravinas caracteristicas dos modelados dissecados que

ocorrem ao sui deTapira, MG

33 - Carste coberto observado ao longo da RodoviaTO-110 entre

Lavadeira e Aurora do Tocantins, TO

34 - Paredao calcario a margem do rioTaquari, BA

35 - Carste descoberto na area do Parque Nacional Cavernas do

Peruac;u, Itacarambi, MG

36 - As cristas carsticas sao marcantes na paisagem em Unai

(MG) onde se tem os melhores exemplos de rochas dobradas do

Grupo Bambui

37 - Carste descoberto bastante representativo com todas as

feicoes de detalhe correspondentes em Taguatinga, TO

38 - Feic;oes carstlcas que se forma ram em rochas carbonatlcas

neoproterozolcas do Grupo Una na Chapada Diamantina (Gruta

Azul-Pratinha), BA

39 - Gruta Rei do Mato em Sete Lagoas, MG

40 - Afloramento rochoso em Doutor Elias no reverse da Serra do

Mar, RJ

41 - Caos de blocos em colinas residuais que se erguem em

meio a Depressao de Santana do Araguaia, apresentando

as vertentes repletas de rnatacoes graniticos em Santana do

Araguaia, PA

42 - Caimento em rampa em alveolos coluviais associados a

relevo dissecado dominado por morros e pontces rochosos entre

Miracema e Lage do Muriae, RJ

43 - Arenlzacao - 0 fen6meno de arenlzacao ocorre emextensas areas entre as cidades gauchas de Ouarai e Santana do

Livramento

Page 15: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 15/55

Surnario BIBGE

44 - Fenomeno de erosao - Vocoroca no Municfpio de

Mineiros, GO

45 - Fenorneno de movimento de massa deu origem a vocoroca

cujo material coluvial sofreu deslizamento, bloqueou a rodovia e

expos a regolito constitufdo de rochas rnetarnorficas com folia~ao

paralela ao talude do corte da estrada em Cataguases, MG

46 - Delta do rio Sao Francisco, AL

47 - Aureola de colmatagem em lagoas salobras nas

proximidades de Nhecolandia, MS

48 - Borda de terrace com nfveis de cascalheira no rio Pequeno

em Aiure, SC

49 - Cone de dejecao no relevo dissecado de tapas convexos

proximo a BR-259 entre as cidades de Santa Efigenia de Minas e

Gonzaga, MG

50 - Garganta do rio Caraca que carta a serra hornonlrna,

superimpondo as camadas dobradas de rochas do Supergrupo

Minas. Reserva Particular do Patrlrnonio Natural Santuario do

Caraca, MG

51 - Barras em pontal desenvolvidas na confluencia do rio Verde

com a rioTeles Pires, MT

52 - Barras de canal desenvolvidas no leito do rio Branco, 33km a

jusante de Boa Vista, RR

53 - Paleodrenagem na planfcie fluvial do rio Purus, a montantede Labrea, AM

54 - Meandro abandonado na planfcie fluvial do rio Purus, AM

55 - Vereda desenvolvida em superffcie pediplanada,

configurando pequenas areas de lnundacao com veqetacao tipica

(buritizais) nos Campos de Roraima

56 - Chenier em evolucao na foz do rio Sao Francisco, SE

57 - Linhas de acrescao no Cabo Orange, AP

58 - Cantata dos tabuleiros costeiros com a planfcie marinha

at raves de uma falesla em sedimentos terclarlos do Grupo

Barreiras. Localidade de Bafa Formosa, RN

59 - Recife - Cordao recifal para lela a praia do Frances, AL

60 - Restinga na Barra do Ribeira, SP

61 - IIha barreira - IIha Comprida, SP

62 - Litoral marcado pelas dunas e lagoas de aguas transparentes

em Genipabu. Algumas atingem dezenas de metros de altura e

se encontram estabilizadas pela veqetacao (Mata Atlantica) em

Natal, RN

63 - Morro carstico entreTaipas eTaguatinga, TO

64 - Sumidouro - a rio da Lapa penetra na gruta e tem parte docurso subterraneo em rochas carbonaticas da Formacao Sete

Lagoas, Parque EstadualTerra Ronca, GO

Page 16: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 16/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

65 - Superficie do Pediplano Sertanejo com inselbergues (Serra

do Mulungu) de vertentes parcialmente vegetadas em Sao Joao

do Sabugi, RN

66 - Pontao em relevo montanhoso caracterizado pela

abundancia destas feiltoes alinhadas, segundo a direcao N-S

delineando as cristas da Serra da Mantiqueira. Serra do Pao de

Acucar, Sericita, MG

67 - MorroTestemunho e relevos tabulares dos Chapadces do

Alto Parnafba, na Rodovia MA-006 entre Alto Parnafba/MA eTasso

Fragoso/MA

68 - Facetas triangulares de camada em rochas metassedimentares

do Grupo Paranoa ao sui de Niquelandia, GO

69 - Escarpa adaptada a falha na Serra do Espinhaqo, BR-122,

entre Mato Verde e Porteirinha, MG

70 - Facetas triangulares de falha em relevo dissecado estrutural

com desnfvel acentuado e alta declividade das vertentes,

sobretudo quando coincide com a follacao, Mina deTimbopeba

(Fe), Antonio Pereira, MG

71 - Borda de patamar estrutural na Serra Geral mostrando

felcoes lineares horizontais que demarcam os patamares

formados pela erosao diferencial das diferentes fases do derrame

basaltico no caminho entre Terra de Areia eTainha, RS

72 - Canyon Fortaleza no Parque Nacional da Serra Geral,

RS/SC

73 - Escarpa erosiva bem-definida nos contrafortes da Serra

Geral em Praia Grande, SC

74 - Linha de cumeada delineia 0 topo aqucado da serie de

montanhas na Serra do Mar em Garuva, SC

75 - Ressalto no vale do rio das Antas a caminho de Bento

Goncalves, RS

76 - Marcas de erosao profundas em ravinas configurando area

de badlands, com predomfnio de material arenoso e blocos de

canga laterftica. Safda de Riachinho para Sao Hornao, MG77 - A altao do escoamento concentrado, em material friavel,

provocou 0 surgimento de sulcos, ravinas e vocorocas cujo solo

a avermelhado, com detritos rochosos espalhados na superffcie.

Estrada entre Gilbues e Enseada, PI

78 - V0lt0roca a beira da estrada instalada em baixa vertente.

Alter do Chao, PA

79 - Area com intense processo de erosao acelerada com a

ocorrencia de ravinas e vocorocas, Pastagem com marcas de

pisoteio e revolvimento de terra por animais. Plantio de bambu

na vocoroca como medida preventiva a erosao nas vertentesentre GovernadorValadares e Guanhaes, MG

Page 17: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 17/55

Surnario BIBGE

80 - Estradas para deslocamento do gado, com terracetes

relacionados ao pisoteio, em relevo acidentado a cerca de 13km

de Santa Rosa da Serra em direcao a Divin6polis, MG

81 - Ocupacao indevida em faixa costeira em meio a campo de

dunas ativas com veqetacao herbacea incipiente no norte da IIha

de Santa Catarina, SC

82 - Perfil Convexo - Relevo dissecado cortado pelo rio lndaia,

destaque para 0 canal sinuoso controlado pela estrutura. Santa

Rosa da Serra, MG

83 - Perfil Retiifneo - Relevo montanhoso associado a

falhamentos em blocos na Serra do Mar, Caminho do Imperador

pr6ximo aTeres6polis, RJ

84 - Perfil Concave - Relevo de morros no vale do rio Cotingo

com desfiladeiro de vertentes ravinadas a caminho de Pedra

Branca, RR

85 - Dentre os mais diversos tipos de ocorrencias deste

fenorneno no vale do ltajal, as corridas de lama e de detritos em

area florestada foram os mais rapidos e de alto poder destrutivo

no entorno do Morro do Bau, IIhota, SC

86 - Movimento de massa como fenorneno natural e frequente

nas vertentes Ingremes da Serra dos 6rgaos, cuja declividade

e acentuada e 0 solo e pouco espesso, favorecendo 0

desplacamento de regolito e porcoes da cobertura vegetal

durante as chuvas de verso. Paraiso, RJ

87 - 0 registro fotogrMico e imprescindlvel para realizar uma boa

descricao dos pontos observados em campo

88 - A equipe examina 0 corte na MG-181 (Brasilandia de Minas a

Joao Pinheiro, MG) de aproximadamente 25m de altura e 200m

de comprimento, formado por arenito erodido com estratlficacao

cruzada capeado por canga laterltica

89 - As situacces mais adversas e os imprevistos sao enfrentados

durante 0 trabalho de campo. Neste epis6dio, a equipe de

Geologia foi acionada e presta socorro a equipe de Pedologia em

Costa Marques, RO

Quadro

Quadro 1 - Indices de dissecacao do relevo

Page 18: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 18/55

Apresenta~ao

OInstituto Brasileiro de Geografia e Estatfstica - IBGE, atraves da

Diretoria de Geoclencias, tern a satisfacao de apresentar a socie-

dade brasileira 0 Manual tecnico de geomorfologia, que contempla

tecnices eprocedimentos para interpretag80 emapeamento do relevo,

com a expectativa de atender a setores da sociedade que necessitam

deste tipo de informacao, cumprindo parte de sua rnissao institucional

de retratar 0 Brasil com lnforrnacoes necessarias ao conhecimento

de sua realidade e ao exercfcio da cidadania.

Os ManuaisTecnicos para os varies temas ambientais foram divulgados

a partir de 1991, inicialmente com 0 objetivo de uniformizar e definir

crlterlos para os trabalhos realizados pelo IBGE no ambito nacional

e, posteriormente, visando contribuir para a dlsponibillzacao de

metodologias e padronizacoes tam bern no campo extrainstitucional.

Esta edicao oferece uma versao atualizada do Manual tecnico de

geomorfologia, lancado em 1995, abordando, em documento unlco e

conciso, as modlficacoes e a evolucao do mapeamento geomorfol6gico

ocorridas no Brasil, especialmente na area da lnterpretacao de imagens

em meio digital, geoprocessamento e Sistemas de lnforrnacoes

GeogrMicas - SIG integrados a Banco de Dados.

o IBGE tern como uma de suas atribuicoes realizar 0mapeamento sis-

tematico do relevo brasileiro em escala regional. Este manual tecnico

estabelece normas e procedimentos para producao e armazenamento

de inforrnacoes de geomorfologia em meio digital, atendendo, assim,

as necessidades de especlflcacces tscnicas exigidas pela Infraestrutura

Nacional de Dados Espaciais -INDE (item 4.4.2 - Normas e Especifica-

~6es de Dados Geoespaciais Ternaticos].

A Diretoria de Geoclenclas do IBGE, at raves da equipe executora deste

projeto, agradece a todos os que colaboraram de alguma forma para

a realizacao do mesmo, entre os quais pessoas ffsicas, jurfdicas e em-

presas estatal e privada.

Luiz Paulo Souto Fortes

Diretor de Geociencias

Page 19: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 19/55

lntrodueao

Este manual tecnico, em sua segunda edicao, resultou da reuniao e

adaptacao de varies documentos, de epocas e autorias distintas.

Tracando urn breve historico desta evolucao, sua elaboracao remonta

a decada de 1970, e partiu da necessidade da equipe tecnica da Divisao

de Geomorfologia do Projeto RADAMBRASIL de ter urn documento de

referencia para realizar 0 mapeamento geomorfologico sistematico

de todo oTerritorio Nacional. 0documento inicial discriminava todas

as fases da pesquisa e a incorporacao dos procedimentos adotados

para 0 mapeamento geomorfologico. A metodologia foi pioneira na

utillzacao de mosaicos semicontrolados de radar na escala 1:250000,

cujos produtos finais foram publicados na escala 1:1 000 000 pela

serie Levantamentos de Recursos Naturais. Na oportunidade, a equipe

serviu-se de do is documentos basicos de normatizacao dos trabalhos:

o Manual de etapas de trabalho e0Album de legendas. A necessidade

da padronlzacao das lnformacces coletadas nos trabalhos de campo

resultou na criacao das fichas de campo referentes a " Descricao da

paisagem" e a "Amostragem das tormacoes superficials" 0 conjunto

destes capitulos foi a base para a elaboracao da primeira versao do

Manual tecnico de geomorfologia, publicada em 1995 pelo IBGE.

Esta segunda edlcao apresenta algumas lnovacoes, com a lnclusso de

novos capltulos e a reestruturacao dos existentes na edlcao anterior.

Explica-se 0 fato tendo em vista 0 carater de atualizacao da presente

edicao, com a cornplernentacao das inforrnacoes e dos conceitos.

o capitulo inicial, Pressupostos teorlco-rnetodoloqicos, tern como

objetivo contextualizar a fundarnentacao teo rica da obra, e ecomplementado pelo capitulo Evolucao da metodologia.

No capitulo Taxonomia do mapeamento geomorfologico, foramatualizados os conceitos dos taxons, sobretudo 0 de Dominios

Morfoestruturais, enfatizando-se os aspectos do relevo.

Page 20: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 20/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

No capitulo Conceitos basicos dos fatos geomorfol6gicos mapeados, e dado maior

destaque aos Modelados, que passam a anteceder as Formas de Relevo Simbolizadas

e apresentam exemplos de imagens com interpretacao ternatica. A atualizacao

compreende a lnclusao de novos modelados e formas simbolizadas e a exclusao dealguns, buscando-se, assim, uma visao abrangente na natureza e ao mesmo tempo

concisa na representacso dos fatos mapeados. Os tipos de modelados e as formas

simbolizadas foram ilustrados com recortes de imagens de satelltes, blocos-diagramas

correspondentes e fotografias de campo das diversas regioes do Brasil, procurando

dar ao fato mapeado uma visao mais fidedigna em relacao a paisagem.

Sucedem-se dois novos capltulos incluldos nesta edicao: em Conceitos complemen-

tares a lnterpretacao geomorfol6gica sao apresentados, de forma abrangente,

aspectos fundamentais a Geomorfologia, como Rede de drenagem, Processos

erosivos, Forrnacoes superficiais, Hipsometria e Declividade. Esta selecao foi norteada

pela utillzacao rotineira destes fundamentos no trabalho de interpratacao ternatica.Complementa 0 capitulo a descricao dos fundamentos da Avaliacao do relevo, sintese

dos processos morfodinamlcos de elaboracao do relevo.

o capitulo Sensoriamento remoto aplicado a geomorfologia destaca a irnportancia

da incorporacao de novas tecnologias ao processo de trabalho. Vale lembrar que a

metodologia original foi desenvolvida tendo como base a utillzacao de imagens de

radar e, embora este sensor nao tenha sido descartado, atualmente 0 processo erealizado com a utillzacao dos recursos do Sensoriamento Remoto e dos Sistemas

de lnforrnacoes Geograficas. Busca-se, ainda, pormenorizar as particularidades

destas ferramentas para a interpretacao do relevo em trechos onde sao analisadas

as propriedades e as possibilidades dos sensores contemplados.

o capitulo'Iecnicas utilizadas na lnterpretacao geomorfol6gica, que discrimina aquelas

mais utilizadas pela equipe, foi atualizado com a inclusao da etapa de Processamento

Digital de Imagens.

o capitulo Procedimentos basicos do mapeamento geomorfol6gico apresenta todas

as etapas que antecedem a elaboracao de uma carta geomorfol6gica, incluindo os

procedimentos de gabinete e de campo, alern da descricao dos cartogramas que

poderao ser incorporados a edicao final da mesma. Nele sao apresentados, ainda,

as etapas de Carga alfanurnerica e grafica no banco de dados de geomorfologia e os

produtos gerados a partir dele.

De forma complementar, foi incluida uma secao com apendices contendo: Corte carto-

grafico e escalas de trabalho; Fichas de campo; Letras-simbolos e slmbolos da Geomor-

fologia e da Geologia; e Relactao e ldentlficacao das Unidades Geomorfol6gicas.

Page 21: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 21/55

Pressupostos teorico-metcdokiqieos

Na evolucao dos conhecimentos geomorfologicos, as discussoes

teorico-rnetodolcqicas tiveram sua fase inicial a partir da

publicacao do Geographical cycle (DAVIS, 1899), embora Surell em 1841

(apud ABREU, 1983) ja fizesse alusao a existencia de uma linhagem

episternoloqica. Os dad os historicos mostram que, enquanto na America

do Norte os geologos e engenheiros cornecavarn a sisternatizacao dos

conhecimentos geomorfologicos, paralelamente, no centro e leste

europeu, at raves de Von Richthofen, iniciava-se a formalizacao dasbases conceituais, que foram progressivamente aprimoradas.

A avallacao global do desenvolvimento desta ciencia efetuada por

Abreu (1983), consistiu em uma analise comparativa, ressaltando que

a teoria geomorfologica parte de duas fontes principais, cada uma com

seus seguidores (Figura 1), onde se percebem interferencias de uma

sobre a outra, e que evoluem paralelamente, convergindo na segunda

metade do Seculo XX, em busca de conceitos mais abrangentes.

Ao longo dos Seculos XIX e XX, houve uma insatisfacao geral em

relacao aos sistemas conceituais existentes e, nos anos do pos-querra,houve severas crfticas as linhas de abordagem, 0 que levou a uma

reforrnulacao mais global, valorizando cada vez mais os aspectos

voltados para as geociencias (ABREU, 1982). Esse quadro manifesta

a lntencao e a busca de uma slsternatlzacao e de uma linha evolutiva

episternoloqica mais global, procurando entender 0 pensamento

geomorfologico das duas correntes eplsternoloqicas: uma de rafzes

norte-americanas, que incorpora a maior parte da producao em linguas

inglesa e francesa ate a Segunda Guerra Mundial, e a outra de rafzes

germanicas, que engloba grande parte da producso do leste europeu.

Os trabalhos classicos de Davis (1899) e Penck (1923), traduzido parao ingles em 1953, representam os do is pilares da Geomorfologia: 0

conceitual e 0 rnetodoloqlco.

Page 22: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 22/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

Conforme a obra davisiana, sistematizada no Geographical cycle (DAVIS, 1899),0 relevo

e decorrente da estrutura geologica, dos processos operantes e do tempo.Tal postura

valoriza muito 0 aspecto historico. Deste modo, as forces internas determinariam a

estrutura; a forma da superffcie seria consoante com seu arranjo interne; a altitudedependeria da intensidade do soerguimento; 0 ataque dos processos externos

as rochas implicaria, com 0 tempo, rnudanca da forma inicial; e a velocidade dos

processos seria inicialmente moderada passando a raplda ate 0maximo, decrescendo

lentamente ate 0 mfnimo.

A postura penckiana, tendo como referencla a obra Die morphologische analyse,

preocupava-se essencialmente com tres elementos: os processos endoqeneticos

e exoqenetlcos, e os produtos resultantes de ambos, que correspondem as

formacoss superficiais e as feictoes geomorfologicas. As feicoes geomorfologicas

resultantes dos processos exoqeneticos sao objeto de pesquisa indutiva. Quanto as

forrnacoes superficiais, as retacoes estratigraficas dos depositos correlatos formados

simultaneamente, a espessura e a forma como foram depositados, representam

registros de grande significado para a Geologia, evidenciando movimentos dlastroflcos,

e para a Geomorfologia, formalizando 0 conceito de depositos correlativos na analise

das formas de relevo. De acordo com esta teoria, foram elaborados os novos conceitos,

fundamentando as bases geomorfologicas conternporaneas.

A proposta de Penck foi seguida por grandes pesquisadores, como Mescerjakov (1968)

e Gerassimov e Mescherikov (1968), que a utilizaram como base conceitual para analise

e classificacao do relevo, sugerindo os conceitos de morfotectura, morfoestrutura e

morfoescultura, fundamentados no resultado de interacao das forcas endcqenas eexoqenas, como um novo instrumento de analise geomorfologica.

Baseado nestes princfpios, Mescerjakov (1968) conceitua a morfotectura como 0

elemento de ordem superior mais importante do relevo da terra, condicionado

pelas forcas tectonlcas, segundo as lnteracoes com os outros fatores de formacao

do relevo. As morfoestruturas correspondem aos elementos do relevo de ordem

mediana, de aspecto complexo, sobre a superffcie das morfotecturas. Posteriormente,

I. P . Gerassimov (apud MESCERJAKOV, 1968) acrescenta que a evolucao das formas

de relevo particularmente grandes resulta da interacao contraditoria dos fatores

endoqeneticos e exoqeneticos, e que os integrantes ativos dos fatores endoqenos

(os movimentos tectonicos) sao predominantes. As morfoesculturas de ordens

inferiores resultam das acoes dos fatores exoqeneticos.

Dois grandes geomorfologos, conhecidos em nosso meio, foram os precursores

deste pensamento, os professores JeanTricart e Lester C. King. Este ultimo percorreu

grandes extensoss do territorio brasileiro para fundamentar a teoria da pediplanacao,

inspirada no conceito de superffcie escalonada de Penck. A producao cientffica do

professor Jean Tricart mostra com bastante clareza as lnteracces proporcionadas

pelas forces interna e externa.

Page 23: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 23/55

Pressupostos te6rico-metodol6gicos BIBGE

o ordenamento dos fatos geomoriologicos de Mescerjakov (1968), em uma taxonomia

hierarquizada, tern muita sernelhanca com a proposta de Tricart, diferenciando-

se em alguns pontos a classlflcacao taxonornlca dos fatos geomorfologicos dos

dois pesquisadores.

No Brasil, por muitos anos, a maior parte da producao cientifica tendia para as raizes

anglo-americanas, seguidoras do paradigma davisiano, amplamente difundido nos

palses de Ifnguas inglesa e francesa. Apos 0 Congresso de Geografia do Rio de

Janeiro, em 1956, foram absorvidas em nosso meio cientifico as propostas de raizes

germanicas, e novos conceitos cornecararn a ser incorporados (ABREU, 1982). Deste

modo, no ana de 1969,0 professor Aziz Ab'Saber, fundamentado nos postulados da

Escola Gerrnanica, propos os niveis da pesquisa geomorfologica, registrando uma

grande contribuicao a esse campo.

Nesta mesma epoca. as ideias de georrelevo de Kugler (1976, apud ABREU, 1983) foram

formalizadas, enquadrando 0 relevo no contexte da Geografia. Da mesma maneira,

os trabalhos deTricart (1976; 1982) e Bertrand (1968) enquadram a Geomorfologia no

ambito da Geografia Fisica. Dentro do conceito de georrelevo de Kugler, trabalha-se

com a essencla da forma, sua dlnarnlca e 0 papel que 0 relevo representa, em face

da actao do homem. Tricart propoe a analise integrada do meio ambiente e Bertrand

expressa a cornpreensao do relevo na interacao com os outros elementos ffsico,

biolcqlco e antropico, dentro do conceito de paisagem ((SUERTEGARAY, 1999).

A producao cientifica deste perfodo foi um marco de grande irnportancia para a

Geomorfologia no Brasil, po is alern de divulgar as caracterfsticas do relevo brasileiro,

lancou as bases de sua lnterpretacso geral.

Diversos estudiosos tiveram uma participacao decisiva na discussao de novos

conceitos e teorias, atuando no desenvolvimento de linhas de pesquisa de interesse

para a Geomorfologia no Brasil. Pela irnportancia de seus trabalhos e pelo papel

que desempenharam na formacao de grande nurnero de pesquisadores, citem-se

nomes como os de AzizAb'Saber, Victor Leinz, Fernando Havio Marques deAlmeida,

Rui Osorio de Freitas, Amelia Alba Nogueira Moreira, Getulio Vargas Barbosa, Teresa

Cardoso da Silva, Maria Regina Mousinho de Meis, Olga Cruz, Antonio Christofoletti,

AntonioTeixeira Guerra,Alfredo Jose Porto Domingues, Celeste Rodrigues Maio, Joao

Jose Bigarella, Dieter Muehe e Margarida Penteado, entre outros.

Page 24: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 24/55

Simp6sio de Chicago (1939)

IC.A. Cotton (1942)

BIBGE Manual tecnlco de geomorfologia

Figura 1 - Linhagens Epistemologicas da Geomorfologia e Seguidores

F.V. Richthofen (1886)

A. Penck (1894)

W.M. Davis (1899)

W. Penck (1924) S. Passarge (1912)

S. Passa rge (1914) S. Passarge (1922)

Dosseldorfer Naturforschertag (1926)

C. Troll (1932)(1939)

(1966)

Ruptura Epistemol6gica?

J. Biidel (1948)

(1969)

J.P. Gerassimov (1946)

R.E. Norton (1945) L.C. King (1953) J.P. Mescerjakov (1968)

E Neef(1967)

Barthel (1968)

M. Klimaszewski (1963)

E.Fels (1956)A.N. Strahler (1950)

C.A. Crickmay (1959)

H. Wilhelmy (1958)

(1975)

Basenina & Trescov (1972)J.T. Hack (1960) ~

N.J. Chorley (1962)

N.S. Shireve (1975)l

Anal i se

Morfomet r ica

(1965)

H. Kugler (1975)

(1976)

Barsch & Liedtke (1980) Klink (1972)

Teoriado

Teoria Equilibrio Teoria do Principio Teoria da

Probabil ist ica Dinfunico de At ividade Des igual Pediplanacao

Cartograf ia Geomorfol6gica Geomorfologia Geomorfologia

Geomorfol6gica Climatogenetica Climatica Antropogenetica

Schum & Light (1965)

Mosley & Zimper (1976)

Thomes & Brunsden (1971)

? Simp6sio de Worzburg (1979)

FlLOGENESE DA TEORlA GEOMORFOL6GICA

Abreu (1983).

Page 25: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 25/55

Evolu~ao da metodologia

De acordo com Barbosa e outros (1984), ate 1968, a experlencia

acumulada no Brasil sobre mapas geomorfol6gicos era pequena,

dfspare em escalas e geralmente calcada em modelos estrangeiros,

sendo quase toda ela baseada em aerofotos e elaborada em

universidades. Segundo estes autores, uma avallacao dessa experiencia

foi feita na IConferencla Nacional de Geografia e Cartografia e a surnula

dos resultados discutida por Ab'Saber (1969, apud BARBOSA et aI.,

1984) e Moreira (1969, apud BARBOSA et aI., 1984), que praticamente

lancararn as bases e os princfpios de uma cartografia geomorfol6gica no

Brasil, delineando 0 conteudo essencial de urn mapa geomorfol6gico,

qual seja:

- base geol6gica como elemento essencial;

- flxacao, delirnitacao e descrlcao precisas das formas de relevo em

si mesmas;

- fixacao da altimetria;

- repressntacao dos domfnios rnorfocllmatlcos e morfoestruturais;

- representacao da dlnarnlca de evolucao geomorfol6gica atual;

- cartografia das forrnacoes superficiais.

Com esta orientacao, 0 Projeto RADAMBRAsIL,riado em 1971, elaborou

os fundamentos para uma cartografia geomorfol6gica de carater

sistematico. Depois de ensaios sucessivos em suas varias eta pas,

coordenadas por Getulio Vargas Barbosa eTeresa Cardoso da Silva, os

fatos geomorfol6gicos foram sistematizados em quase todo oTerrit6rio

Nacional, direcionando os trabalhos para 0contexte geomorfol6gico da

Escola Francesa, inspirada nos princfpios do paradigma alemao, Adotou-

se, entao, uma classificacac taxonornica inspirada na proposta de A.Cailleux e J.Tricart (1956, apud TRICART, 1965) que, a prlnclpio, como

todo inventario dos fatos geomorfol6gicos, apresentou dificuldades

Page 26: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 26/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

em funcao da escala e do objetivo do levantamento sistematico. A importancia da

classificacao taxonornica deve-se a nocao geogri3fica de escala, que alern de ser

descritiva e tarnbern genetica (TRICART, 1965). Com os avances tecnlcos utilizados,

tais como imagens de sensores remotos, inventarios de dados facilitados e 0 apoio

logistico, foi possivel ordenar os fatos geomorfologicos e criar uma base taxonornica:

Dominios Morfoestruturais, Regioes Geomorfoloqicas, Unidades Geornorfoloqicas

e Modelados.

Com isso, ao longo das quatro diferentes fases de mapeamento geomorfologico

que recobriram areas diversas do territorlo brasileiro, consolidaram-se avances

na representacao cartoqrafica compativel com a escala de 1:1 000000, calcada na

interpretacao da imagem de radar.

Contudo, a orqanizacao taxonornica imposta por diferentes fases rnetodoloqlcas

trouxe um problema essencial a ser solucionado no que se refere a compatibilidade

das diferentes taxonomias e a inteqracao dos fatos mapeados entre as areas

recobertas. Buscou-se, assim, elaborar uma nova taxonomia que representasse a

interface entre as existentes, atraves da conversao das legendas para a nova legenda

integradora. A primeira edlcao deste manual apresenta estes fundamentos que

passaram a nortear toda a fase de mapeamentos subsequentes.

Concluida a fase do mapeamento sistematico do Projeto RADAMBRASIL,m 1985, e

dando continuidade aos trabalhos pelo IBGE a partir de 1986, foram desenvolvidos e

testados rnetodos de trabalho relacionados a estudos integrados, com a partlclpacao

de equipes multidisciplinares, objetivando estudos ambientais.

Nestes trabalhos, desenvolve-se uma nova abordagem e cornpreensao a respeito da

relacao homem-natureza, ressaltando 0progresso socloeconornlco e a lnterferencla

do homem sobre 0 ambiente natural, remetendo a uma concapcao de tempo das

analises e interfaces da Geomorfologia.

Page 27: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 27/55

Taxonomia do mapeamento

geomorfol6gico

os conceitos utilizados na proposta de mapeamento deste manual tern como

principio basi co 0ordenamento dos fatos geomorfologicos de acordo com

uma classificacao temporal e espacial, na qual se distinguem os modelados

como unidade basica e seus grupamentos hierarquicamente relacionados.

Para a lndividualizacao destes conjuntos de feilfoes, sao considerados como

parametres fatores causais, de natureza estrutural, litoloqlca, pedolcqica,

clirnatica e rnorfodlnamica, responsaveis pela evolucao das formas do relevo e

pela cornposlcao da paisagem no decorrer do tempo geologico. De acordo com

a ordem decrescente de grandeza sao identificados: Dominios Morfoestruturais,

Regioes Geornorfoloqlcas, Unidades Geomorfoloqicas, Modelados e Formas

de Relevo Simbolizadas (Figura 2).

Figura 2 - Estrutura da geomorfologia

DOMiNIOMORFOCLIMATICO

1 UNIDADE 1__ -+COMPARTIMENTO1 GEOMORFOL6GICA DORELEVO_ _ _ _ 1 _ - - J

:1 ~o~~~ - [---L......:.D..:.6..:.~RMA=LE:::..;_VO=--..J

,r------------------------------~

1

1

Page 28: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 28/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

Dominios Morfoestruturais

Os Dominios Morfoestruturais compreendem os maiores taxons na cornpartlmentacao

do relevo. Ocorrem em escala regional e organizam os fatos geomorfologicos segundo

o arcabouco geologico marcado pela natureza das rochas e pela tectonics que atua

sobre elas. Esses fatores, sob efeitos clirnaticos variaveis ao longo do tempo geologico,

geraram amplos conjuntos de relevos com caracteristicas proprias, cujas fei~6es

embora diversas, guardam, entre si, as relacoes comuns com a estrutura geologica

a partir da qual se formaram.

Sao exemplos de Dominios Morfoestruturais: bacias sedimentares, cintur6es rnoveis

remobilizados ou nao, plataformas e cratons, de idades geologicas distintas. Conjuntos

de batclltos e extensos derrames efusivos tarnbern podem constituir dorninlos,

assim como grandes areas onde a erosao obliterou os efeitos lltoloqicos ou truncou

estruturas, como os pediplanos ou as depress6es perlferlcas.

Tendo como base novos conceitos morfoestruturais, foram definidos quatro dornlniospara todo 0 Brasil (Figura 3), os quais refletem lrnplicacoes geocronologicas sobre 0

modelado. Os dominios sao os que se descrevem a seguir.

Figura 3 - Dominios Morfoestruturais e Morfoclimaticos

- 2 0 0

DOM IN IOS MORFOESTRUTURAI S E MORFOCL IMAT ICOS

EQUADOR

DOM IN IOS MORFOCL IMAT ICOS

(A da pt ad o d e A ziz A b'S ab er , 1 96 5)

. r=Te rr a s ba ix a sI . AmazOmco l=J f to res tadas equato r ias

ChapadOes t ropica isII. C errado ~ in te rio res com cerrados

e f to r e st a s - ga le r ia s

III. M ares de Areas mamelonaresMorros D t ropicais-at lant icas

ftorestadas

DepressOes in tenmontanasIV. Caat ingas C J J e inte rplana lticas __

semiar idas

V . A r au ca ri a D~~~~~~~:soPicaiS

V I P r ad a ri as r;-;ol Cox i lhas su .b trop !ca is. i'..'.'J c om p ra d an a s m l st as

F a ix a s d e D(NAo d i fe renc iadas)TranslQ80

ESCALA

"~~F~,~ I f - ;: ; 'R ; : : : - O : ; ; :; ~ ~ = : : !: ; ;; L l C O : A . : = ~ ; - - , , ,! , _ 7 ~ 0 1 l m

DOM IN IOS MORFOESTRUTURAI S

DD epO s it os S e dim en ta re s Q u a te rn a ri os

DB ac ia s e C ob er tu ra s S ed im e nt ar es

Faneroz6icas

L_------\--====J___--T-~~~~~~ijf----- JD C in tu rO e s MO ve is N e op ro te ro zO i co s

DC ra ton s Neop ro t er o z6 i co s

Fonte: Mapa de unidades de relevo do Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2006.

Page 29: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 29/55

Taxonomia do mapeamento geomorfologico BIBGE

Depositos Sedimentares Ouaternarios - Esse domfnio e constitufdo pelas areas

de acurnulacao representadas pelas planfcies e terraces de baixa declividade e,

eventualmente, depressoes modeladas sobre depositos de sedimentos horizontais

a sub-horizontais de ambientes fluviais, marinhos, fluviomarinhos, lagunares e/ou

eolicos, dispostos na zona costeira ou no interior do continente.

Bacias e Coberturas Sedimentares Fanerozoicas - Planaltos e chapadas desenvolvidos

sobre rochas sedimentares horizontais a sub-horizontais, eventualmente dobradas

e/ou falhadas, em ambientes de sedirnentacao diversos, dispostos nas margens

continentais e/ou no interior do continente.

Cinturoes Moveis Neoproterozoicos - Compreendem extensas areas representadas por

planaltos, alinhamentos serranos e depressoes interplanalticas elaborados em terrenos

dobrados e falhados, incluindo principalmente metamoriitos e granitoides associ ados.

Cratons Neoproterozoicos- Planaltos residuais, chapadas e depressoes lnterplanalticas,

tendo como embasamento metamorfitos e granitoides associados e incluindo como

cobertura rochas sedimentares e/ou vulcano-plutonismo, deformados ou nao,

Regioes Geomorfol6gicas

Constituem 0 segundo nfvel hierarquico da classificacao do relevo. Representam

compartimentos inseridos nos conjuntos litomorfoestruturais que, sob a acao

dos fatores clirnatlcos preterites e atuais, Ihes conferem caracterfsticas geneticas

comuns, agrupando fei~oes semelhantes, associadas as forrnacoes superficiais e as

fitofisionomias.

Na sua ldentiflcacao, tam bern sao consideradas, alern dos aspectos mencionados,

sua distribuicao espacial e sua localizacao geogrBfica, em consonancia com algumas

reqioes classicamente reconhecidas. Sao exemplos de Regioes Geornorfoloqicas 0

Planalto da Borborema, a Chapada Diamantina, as Chapadas do Sao Francisco, a Serra

do Espinhaco, a Serra da Mantiqueira e 0 Planalto das Araucarias.

Unidades Geomorfol6gicas

o terceiro nfvel taxonomico refere-se as Unidades Geornorfoloqlcas. Elas sao definidas

como um arranjo de formas altirnetrlca e fisionomicamente semelhantes em seus

diversos tipos de modelados. A geomorfogenese e a similitude de formas podem ser

explicadas por fatores paleoclimaticos e por condicionantes lltoloqica e estrutural.

Cad a unidade geomorfologica evidencia seus processos oriqinarios, forrnacoes

superficiais e tipos de modelados diferenciados dos demais. 0 comportamento

da drenagem, seus pad roes e anomalias sao tornados como referencial a medida

que revelam as relacoes entre os ambientes clirnaticos atuais ou passados e as

condicionantes litoloqicas ou tectonicas.

Os conjuntos de formas de relevo que co mpo ern as unidades constituem

compartimentos identificados como planfcies, depressoes, tabuleiros, chapadas,

patamares, planaltos e serras (Figura 4).

Page 30: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 30/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

Figura 4 - Compartimentos de relevo

COMPARTIMENTOS DE RELEVO

.W

D Planfcies

D Depressoes

D Patamares

D Tabuleiros

D Chapadas

-• Planaltos

•Serras

ESCALA

150km 0 ISO 900 460 600 750km

Fonte: Mapa de unidades de relevo do Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2006.

Planfcies sao conjuntos de formas de relevo planas ou suavemente onduladas, em

geral posicionadas a baixa altitude, e em que processos de sedimentacao superam

os de erosao.Tabuleiros e chapadas sao conjuntos de formas de relevo de topo plano,

elaboradas em rochas sedimentares, em geral limitadas por escarpas; os tabuleiros

apresentam altitudes relativamente baixas, enquanto as chapadas situam-se emaltitudes rna is elevadas. Depressoss sao conjuntos de relevos pianos ou ondulados

situ ados abaixo do nfvel das reqioes vizinhas, elaborados em rochas de classes

variadas. Os patamares sao relevos pianos ou ondulados, elaborados em diferentes

classes de rochas, constituindo superficies lnterrnediarias ou degraus entre areas

de relevos mais elevados e areas topograficamente rna is baixas. Os planaltos sao

conjuntos de relevos pianos ou dissecados, de altitudes elevadas, limitados, pelo

menos em um lado, por superffcies mais baixas, onde os processos de erosao superam

os de sedlrnentacao.As serras constituem relevos acidentados, elaborados em rochas

diversas, formando cristas e cumeadas ou as bordas escarpadas de planaltos.

Sao exemplos de Unidades Geomorfol6gicas a Planfcie Arnazonica, os Tabuleiros

Costeiros, os Patamares de Roraima, a Chapada dos Parecis, 0Planalto dos Gulmaraes,

a Serra da Canastra e 0 Plana Ito dos Campos Gerais. Encontra-se, no Apendice 4, a

relacao de todas as Unidades Geomorfol6gicas mapeadas no Brasil.

Page 31: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 31/55

Taxonomia do mapeamento geomorfologico BIBGE

Modelados

A quarta ordem de grandeza constitui ados Modelados. Um poligono de modelado

abrange urn padrao de formas de relevo que apresentam definicao geometrica similarem funcao de uma genese comum e dos processos rnorfoqeneticos atuantes, resultando

na recorrencia dos materiais correlativos superficiais. Segundo a metodologia definida

neste manual sao identificados quatro tipos de Modelados: acurnulacao, aplanamento,

dissolucao e dissecacao,

Os Modelados de acurnulacao sao diferenciados, em functao de sua genese, em

fluviais, lacustres, marinhos, lagunares, e61icos e de geneses mistas, resultantes da

conjuqacao ou atuacao sirnultanea de processos diversos.

Os Modelados de aplanamento foram identificados pela definicao de sua genese

e funcionalidade, combinadas ao seu estado atual de conservacao ou deqradacao

impostas por epis6dios erosivos posteriores a sua elaboracao,

Os Modelados de dissolucao, elaborados em rochas carbonaticas, podem ser

classificados de acordo com sua evolucao, identificados de acordo com 0 seu aspecto

em superffcie ou em subsuperffcie.

Os Modelados de dissecacao sao os que ocorrem de forma rna is generalizada na

paisagem brasileira, sendo caracterizados como dissecados hornoqeneos, dissecados

estruturais e dissecados em ravinas. Os do is primeiros sao definidos pela forma dos

topos e pelo aprofundamento e densidade da drenagem.

As feic6es de topo do relevo sao classificadas em: convexas (c),tabu lares (t) e aqucadas (a).

No estudo dos relevos dissecados constatou-se que, alern das formas dos topos, dados

morfometricos da densidade e do aprofundamento da drenagem, outro elemento

essencial e a declividade, largamente utilizada na ldentificacao e caracterizacao das

unidades geomorfol6gicas.

Formas de Relevo Simbolizadas

De acordo com 0 princfpio basico de orqanizacao taxonomies adotada, a quinta ordem

de grandeza, das formas de relevo simbolizadas, abrange feic6es que, por sua dimensao

espacial, somente podem ser representadas por sfmbolos lineares ou pontuais.

Page 32: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 32/55

Conceitos baslcos dos fatos

geomorfol6gicos mapeados

Modelados

Os conceitos seguintes referem-se aos tipos de modelados repre-

sentados no mapeamento. Sao adequados a escala de 1:250 000,

podendo, no entanto, ser ampliados a outras escalas de detalhe ou

estendidos a escalas mais amplas e generalizadas.

Acumula~ao (Figuras 5 a 8 e Fotos 1 a 13)

Fluvial

Planfcie - Apf

Area plana resultante de acumulacao fluvial sujeita a inundacoes

peri6dicas, correspondendo as varzeas atuais. Ocorre nos vales com

preenchimento aluvial.

Terrace - Atf

Acurnulacao fluvial de forma plana, levemente inclinada, apresentandoruptura de declive em relacao ao leito do rio e as varzeas recentes

situadas em nfvel inferior, entalhada devido as mudanc;as de condlcces

de escoamento e consequente retomada de erosao, Ocorre nos vales

contendo aluvioes finas a grosseiras, pleistocenicas e holocenicas

(Foto 1).

Planfcie e terrace - Aptf

Areas planas resultantes de acurnulacao fluvial, periodicamente

alagadas, comportando meandros abandonados e cordces arenosos.

Ocorrem nos vales com preenchimento aluvial, contendo material fino

a grosseiro, pleistocenico e holocenico, Sao identificados em conjuntodevido a limitacao de representacao nesta escala de mapeamento.

Page 33: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 33/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

Foto 1 - Niveis de terrace na margem direita do rio Piranga (afluente do rio Doce).

Porto Firme - MG.

Marcia Faria.

Lacustre

Planicie - Api

Area plana resultante de processos de acurnulacao lacustre, comportando lagos,

cord6es arenosos e diques marginais. Ocorre associada aos grandes sistemas fluviaise aos vales de origem neotectonlca.

Terrace - Atl

Acurnulacao lacustre de forma plana, levemente inclinada, apresentando ruptura de

declive em relacao a bacia do lago e as planicies lacustres mais recentes situadas em

nivel inferior, entalhada devido as varlacoes de nivel da lamina de agua provocadas

por rnudancas de condicoes de escoamento ou perda por evaporacao e consequente

retomada de erosao,

Fluviolacustre

Planicie - Apfl

Area plana resultante da cornblnacao de processos de acurnulacao fluvial e lacustre,

podendo comportar canais anastomosados, paleomeandros (oxbow lakes) e diques

marginais. Ocorre em setores sob 0 efeito de processos combinados de acurnulacao

fluvial e lacustre, sujeitos a inundacoes peri6dicas com barramentos, formando

os lagos.

Terrace - Atfl

Acurnulacao fluviolacustre de forma plana, levemente inclinada, apresentando ruptura

de declive em relacao a bacia do lago e as planicies fluviolacustres rna is recentes

situadas em nivel inferior, entalhada devido as variacces de nivel da lamina de agua

provocadas por rnudancas de condicoes de escoamento ou perda por evaporacao e

consequente retomada de erosao,

Page 34: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 34/55

Conceitos basicos dos fatos geomorfol6gicos mapeados BIBGE

Figura 5 - Modelados de acumula~ao fluvial, fluviolacustre e de inunda~ao, e de

disseca~ao homogenea

~~;PJ.1f!

e ~ , ~ ,!~!~ I ! < n

~ ~ ~ ~ ~ - - ~ . ~ .- - - ~ ~ - - ~ ~ - - - - ~

GeoCover circa 2000 coverage point and polygon shapefiles (2000)

Marinha

Planfcie - Apm

Area plana resultante de acurnulacao marinha, podendo comportar praias, canais de

mare, cristas de praia, restingas, ilhas barreira. Ocorre nas baixadas litoraneas sob a

lnfluencla dos processos de aqradacao marinhos.

Terrace - Atm

Acurnulacao marinha de forma plana, levemente inclinada para 0mar, apresentando

ruptura de declive em relacao a planfcie marinha recente, entalhada em consequencia

de variacao do nfvel marinho, por processos erosivos ou, ainda, por neotectonica,

Ocorre nas baixadas lltoraneas pleistocenicas e holocenicas.

Fluviomarinha

Planfcie - Apfm

Area plana resultante da cornblnacao de processos de acurnulacao fluvial e marinha,

sujeita a inundacoss peri6dicas, podendo comportar canais fluviais, manguezais,

cordces arenosos e deltas. Ocorre nas baixadas litoraneas, pr6ximo as embocaduras

fluviais.

Terrace - AtfmAcurnulacao fluviomarinha de forma plana, levemente inclinada, apresentando

ruptura de declive em relacao ao canal fluvial e a planfcie, entalhada em consequencia

Page 35: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 35/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

de variacao do nivel marinho, por processos erosivos ou, ainda, por neotectonica.

Ocorre nas baixadas litoraneas pleistocenicas e holocenicas, em niveis diferentes

do atual nivel medic do mar.

Figura 6 - Modelados de acumulacao marinha e fluviomarinha

5 " " , ' ~ _ _ ~ 0 l " '. ~ 5 ~ . _:10 I I I !m

GeoCover circa 2000 coverage point and polygon shapefiles (2000)

Lagunar

Planicie - Aplg

Area plana resultante da cornblnacao de varies processos formadores dos corposlagunares associ ados as barreiras costeiras. A natureza dos sedimentos e bastantevariada, podendo as planlcles ser constituidas por sedimentos eollcos, fluviais, praiais

ou mesmo conter camadas de lama orqanica ou turfa. Ocorre nas faixas costeiras

conectadas as planlcies marinhas, planlcles eolicas e/ou planicies fluviomarinhas.

Terrace - Atlg

Acurnulacao lagunar de forma plana, suavemente inclinada, apresentando ressalto

em relacao a laguna e/ou a planicie localizada em nivel inferior, devido a variacoes

eustaticas, Ocorre nas faixas costeiras que sofreram varlacoes do nivel do mar ou que

foram submetidas a neotectonica.

Os terraces apresentam indices nurnericos relativos aos niveis de posicionamentosaltirnetrlco e geocronologico, numa sequencia crescente dos rna is recentes para os

mais antigos.

Page 36: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 36/55

Conceitos basicos dos fatos geomorfol6gicos mapeados BIBGE

E61ica

Planfcie - Ape

Area aplanada entre as dunas constitufdas de sedimentos eclicos em larninacoes

lisas, bern como estratificacoes cruzadas tru ncadas entre as du nas ativas. A extensao

das interdunas varia em funcao do suprimento sedimentar e da presence de agua no

sistema [lencol freatlco), Ocorre nas regioes litoraneas ou mesmo interiores entre os

campos de dunas.

Duna -Ade

Deposito eolico cuja forma varia em funl(ao do estoque de sedimentos fornecidos por

urn sistema fluvial ou costeiro e do regime de ventos. As formas mais comuns sao

as barcanas, parabolicas, transversa is, longitudinais e reversas. Ocorre nas reqioes

lltoraneas, ou mesmo interiores, onde 0 regime de ventos e favoravel e 0suprimento

sedimentar e relativamente constante.

Figura 7 - Modelados de acumula.;ao lagunar e e61ica

!\ III ~ ',ij 'I~ "'";;..- ,.,--i J---~ .;;.CBERS 2 (2005)

Gravitacionais, de Enxurrada e de Inunda.;ao

Rampa de Coluvio - Arc

Formas de fundo de vale suavemente inclinadas, associadas a coalescencia de

depositos coluviais provenientes das vertentes que se interdigitam e/ou recobrem os

depositos aluvionares. Ocorre em setores de baixa encosta, em segmentos concavos

que caracterizam as reentrancias (hollows) ou depressoes do relevo nos anfiteatros.

Page 37: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 37/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

Plano de lnundacao -Ai

Area abaciada resultante de pianos convergentes, arenosa e/ou argilosa, sujeita ou

nao a lnundacoas peri6dicas, podendo apresentar arrefsmo e/ou comportar lagoas

fechadas ou precariamente incorporadas a rede de drenagem. Apresenta dfgitos

referentes as condicoes diferenciadas de drenagem do solo, variando do menos ao

mais alagado (Ai1, Ai2 eAi3).

Plano lnundavel lndiferenciado -Aii

Area abaciada resultante de pianos convergentes, arenosa e/ou argilosa, sujeita ou

nao a inundacoes peri6dicas, podendo apresentar arrefsmo. Refere-se, tarnbern, ao

interior colmatado de paleocanais. E identificado em situacoes que nao possibilitam

determinar as condicoes da drenagem do solo.

Figura 8 - Modelados de acumulaeao coluvial, fluvial e de

disseca~iio homogenea

a4 i1 · . . 6 1. ,

·~e· , ,+!J. ~ Krn--

IBGE, Diretoria de Geoclencias, Coordenacao de Cartografia

Nota: Dados gerados pela Agencia Espacial Japonesa - JAXA e processados pela Alaska Satellite

Facility - ASF.

Page 38: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 38/55

Conceitos basicos dos fatos geomorfol6gicos mapeados BIBGE

Modelados de Acumulac;io - Exemplos

Foto 2 - Planicie fluvial caracterizada pelas barras em pontalbem desenvolvidas no rio Guapore, 25km a jusante de CostaMarques, RO.

*Margi Moss

Foto 4 - Planicie periodicamente lnundavel, utilizada paracriac;:aode bufalos no Lago Curiau, AP.

Jose Eduardo Bezerra

Foto6 - Planiciemarinha com a formacao de restinga nafoz dorioArarangua, conjugada as dunas no Morro dos Conventos, SC.

Marcia Faria

(continua)

Foto 3 - Planicie fluvial utilizada para criac;:aode bufalosproximo a Itacoatiara, AM.

Diana Del'Arco

Foto5 - Planiciemarinha com extenso pos-praia interligado aocampo de dunas ao sui deTorres, RS.

Marcia Faria

Foto 7 -Terrace marinho em contato com a paleofalesia(Tabuleiros Costeiros ao fundo) em Lucena, PB.

Regina Coeli Costa

*Para todas as fotos de Margi Moss, ver: MOSS, M.; MOSS, G. Brasil das aguas: revelando 0 azul do verde e amarelo. Disponivel em:

<http://www.brasildasaguas.com.br/>. Acesso em: dez. 2009.

Page 39: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 39/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

Modelados de Acumula~io - Exemplos

Foto 8 - Areas inundaveis em setor de planfcie com manguezalna FazendaBom Jesus, cerca de 15 km a norte de Soure, IIhade Maraj6, PA.

Bernardo Nunes

Foto 10- Campo de dunas barcanas comp6e a maior parte daplanicie costeira adjacente a foz do rio Sao Francisco, AL.

Margi Moss

Foto 12- Fundo de vale colmatado por coluvlo recoberto comvegetaljao herbacea, vizinha ao rio Pedreira, Macapa, AP.

Jose Eduardo Bezerra

(conclusiio)

Foto 9 - Planfcie lagunar a margem da lagoa de Itapeva,TresCachoeiras, RS.

Marcia Faria

Foto 11- Planfcie e61ica(interduna) recoberta pela FormacaoPioneira Marinha Herbacea parcialmente alagada devido aelevacao do lencol freatlco, e em segundo plano, as dunasm6veis no Cabo de Santa Marta, SC.

Marcia Faria

Fot013- Paisagem formada pelas planicies lacustre e deinundacao adjacentes a serradoAmolar, MT.

Margi Moss

Page 40: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 40/55

Conceitos basicos dos fatos geomorfol6gicos mapeados BIBGE

Aplanamento (Figuras 9 e10 e Fotos 14 a 19)

Pediplano Degradado Inumado/Desnudado - Pgi, Pgu

Superffcie de aplanamento parcialmente conservada, tendo perdido a continuidade

em consequencia de rnudanca do sistema morfoqenetico, Geralmente, apresenta-

se conservada ou pouco dissecada e/ou separada por escarpas ou ressaltos de

outros Modelados de aplanamento e de dlssecacao correspondentes aos sistemas

rnorfoqenetlcos subsequentes. Aparece frequentemente mascarada, inumada por

coberturas detrfticas e/ou de alteracao, constitufdas de couracas e/ou Latossolos

(Pgi); as vezes, encontra-se desnudada em consequencla da exurnacao de camada

sedimentar ou remocao de cobertura preexistente (Pgu). Ocorre nos topos de planaltos

e chapadas, dominados por residuais ou dominando relevos dissecados.

Pediplano Retocado Inumado/Desnudado - Pri, Pru

Superffcie de aplanamento elaborada durante fases sucessivas de retomada de

erosao, sem no entanto perder suas caracterfsticas de aplanamento, cujos processos

geram sistemas de pianos inclinados, as vezes levemente cencavos, Pode apresentar

cobertura detritica e/ou encouracarnentos com rna is de urn metro de espessura,

indicando remanejamentos sucessivos (Pri), ou rochas pouco alteradas truncadas pelos

processos de aplanamento que desnudaram 0 relevo (Pru). Ocorre nas depress6es

pediplanadas interplanalticas e perlfericas tabuliformes e no sope de escarpas que

dominam os nfveis de erosao inferiores e eventualmente nos topos de planaltos e

chapadas ao longo dos vales.

Figura 9 - Modelados de aplanamento degradado e de

dissecac;ao homogenea

$t"!IO'

~._...."...._"_-I~~' .....; !~.... -----. '?I! imInstituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE.

Page 41: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 41/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

Pediplano Degradado Etchplanado/Retocado Etchplanado - Pge, Pre

Superficie de aplanamento resultante de erosao intensa, evoluida por processos de

transforrnacao geoquimica, gerando cobertura de alteracao, constitulda por Latossolos

e/ou couracas (Pge); superficie de aplanamento elaborada durante fases sucessivas deretomada de erosao, sem no entanto perder suas caracterlsticas de aplanamento, cujos

processos geraram sistemas de pianos inclinados, levemente concavos, evoluidos por

processos de evolucso geoqulmica, gerando coberturas de alteracao (Pre). Ocorrem

nas superficies dos topos das chapadas com coberturas latossolicas.

Figura 10 - Modelados de aplanamento etchplanado e de

dissecal;io homogenea

GeoCover circa 2000 coverage point and polygon shapefiles (2000)

Plano de Genese Indiferenciada - Pi

Superficies planas elaboradas por processos de erosao indiferenciados, evoluldos

por processos de pediplanacao ou nao,

Pedimento - Pp

Superficie de aplanamento, de lnclinacao suave, capeada por material detritico

descontinuo sobre a rocha, nao apresentando dlssecacao marcada ou deposicao

excessiva. Os pedimentos geralmente apresentam forte angulo no contato com a

vertente montanhosa ingreme (ruptura de declive), enquanto a jusante, suaviza-secom a deposicao detritica em direcao aos vales ou depressoes, Situa-se na periferia

de areas montanhosas que sofreram deqradacao lateral da paisagem.

Page 42: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 42/55

Conceitos baslcos dos fatos geomorfol6gicos mapeados IBGE

Modelados de Aplanamento - Exemplos

Foto 14- Superficie de aplanamento parcialmente conservada,correspondendo ao topo da Chapada dos Guimariies. Estradade Cuiaba para a UHEdo rio Manso, MT.

Diana Del'Arco

Foto 16- Area de contato do pediplano retocado (Camposde Roraima) com 0 relevo dissecado predominantementemontanhoso em segundo plano. FazendaAlvorada,Normandia, RR.

Marcia Faria

Foto 18- Pediplano retocado desnudado com inselberguesem forma de cristas. Contato do Pediplano Sertanejo com asEncostas Ocidentais da Borborema, Santa Luzia, PB.

Regina Coeli Costa

Foto 15- Contato entre as escarpas do PlanaIto DissecadodoTocantins com a Depressiio do Medio Tocantins. Trecho daSerra do Lageado na descida para Palmas,TO.

Diana Del'Arco

Foto 17- Superficie de aplanamento retocado embutida emareas com cristas. Saida de Unai para Riachinho, MG.

Jose Eduardo Bezerra

Foto 19- Ao longo da Serra do Slncora, 0 pedimentopreenche 0 interior da imensa estrutura anticlinal escavadana Chapada Diamantina, BA.

Valdir Neves

Page 43: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 43/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

Disseca~ao (Figuras 11a 15 e Fotos 20 a 32)

Compreende os tipos hornoqenea, estrutural e em ravinas.

Hornoqenea - D

Dissecacao fluvial em litologias diversas que nao apresenta controle estrutural marcante,

caracterizada predominantemente por colinas, morros e lnterfluvios tabulares.

No modelado de dlssecacao hornoqenea, observam-se diversos tipos de pad roes de

drenagem, porern sao predominantes os pad roes dendrftico, subparalelo, sub-retangular

e outros compostos, cujos canais nao obedecem a uma direcao preferencial.

Figura 11 - Modelados de disseca~iohomogenea e estrutural

LANDSAT (1991)

Estrutural- DE

Dissecacao fluvial, marcada por evidente controle estrutural, em rochas muito

deformadas, caracterizada por inumeras cristas, vales e sulcos estruturais, comumente

encontradas em rochas metarncrflcas. No modelado de dissecacao estrutural, observam-

se padroes de drenagem cujos canais indicam possfveis estruturas geologicas ouacamamento estratigrafico, tais como: os padroes trelica , paralelo e retangular.

Page 44: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 44/55

Conceitos basicos dos fatos geomorfol6gicos mapeados BIBGE

Figura 12 - Modelados de dlsseeaeao estrutural, de aplanamento retocado e de

acumula!;ao fluvial, fluviolacustre e de inunda!;80

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE

Os Modelados de dissecacao hornoqenea e estrutural sao definidos pela forma dos

topos e pela cornblnacao das variaveis densidade e aprofundamento da drenagem.

As formas de topos convexos (c) sao geralmente esculpidas em rochas igneas

e rnetarnorficas e eventualmente em sedimentos, as vezes denotando controle

estrutural. Sao caracterizadas por vales bem-definidos e vertentes de declividades

variadas, entalhadas por sulcos e cabeceiras de drenagem de primeira ordem.

As formas de topos tabulares (t) delineiam fei(,foes de rampas suavemente inclinadas

e lombadas, geralmente esculpidas em coberturas sedimentares inconsolidadas

e rochas rnetarnorflcas, denotando eventual controle estrutural. Sao, em geral,

definidas por rede de drenagem de baixa densidade, com vales rasos, apresentando

vertentes de pequena declividade. Resultam da instauracao de processos de

dissecacao, atuando sobre uma superficie aplanada.

As formas de topos aqucados (a) sao conjuntos de formas de relevo de topos estreitos

e alongados, esculpidas em rochas metarnorficas e eventualmente em rochas igneas

e sedimentares, denotando controle estrutural, definidas por vales encaixados.

Os topos de aparencia aqucada sao resultantes da lnterceptacao de vertentes de

declividade acentuada, entalhadas por sulcos e ravinas profundos.

Page 45: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 45/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

Foto 20 - Forma de topo convexo- Colinas entre Muriae e Barao do

Monte Alto, MG.

Marcia Faria

Foto 21 - Forma de topo tabular -

Praia Grande, SC.

Marcia Faria

Foto 22 - Forma de topo aguc;ado- Relevo montanhoso da Serra de

Macae, Sana, RJ.

Marcia Faria

A densidade de drenagem e a relacao entre 0 comprimento total dos canais e a area

amostrada. E classificada em: muito grosseira (1); grosseira (2); media (3); fina (4); e

muito fina (5) (Figura 13). 0 aprofundamento das lncisoes e estabelecido pela media

das frequencias dos desnfveis medidos em perfis transversais aos vales contidos na

area amostrada, sendo classificado em: muito fraco (1); fraco (2); medic (3); forte (4);

e muito forte (5) (Figura 14).

Page 46: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 46/55

Conceitos basicos dos fatos geomorfol6gicos mapeados BIBGE

Figura 13 - Padroes de imagem em modelados de dlssecaeao com as classes de

densidade de drenagem

GeoCover circa 2000 coverage point and polygon shapefiles (2000)

Page 47: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 47/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

Figura 14 - Padroes de imagem em modelados de disseca~iocom as classes de

aprofundamento das incisoes

GeoCover circa 2000 coverage point and polygon shapefiles (2000)

Page 48: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 48/55

Conceitos basicos dos fatos geomorfol6gicos mapeados BIBGE

Os Modelados de dissecacao hornoqenea e estrutural sao identificados por cinco

classes de densidade de drenagem e cinco classes de aprofundamento das lncisoes,

que constituem as facies de dlssecacao (Quadro 1).

Ouadro 1 - indices de disseCal(80 do relevo

Aprofundamento Densidade de Drenagem

das Inc is6es (2° Digito) (1" Digito)

Muito grosseira Grosseira Media Fina Muito Fina

Muito Fraco 11 21 31 41 51

Fraco 12 22 32 42 52

Medio 13 23 33 43 53

Forte 14 24 34 44 54

Muito Forte 15 25 35 45 55

Em Ravinas - Dr

Dlssecacao caracterizada por alta densidade de lnclsces resultantes da atuacao

predominante da erosao pluvial sob a forma de escoamento concentrado; em certas

areas assume aspecto similar as badlands.

Figura 15 - Modelados de disseca~iio em ravinas e homogenea e

de aplanamento retocado

GeoCover circa 2000 coverage point and polygon shapefiles (2000)

Page 49: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 49/55

BIBGE Manual tecnlco de geomorfologia

Modelados de Disseca(:io - Exemplos

Foto 23 - Relevo de encostas suaves e topos tabulares nas

proximidades de Cristalina, GO.

Jose Eduardo Bezerra

Foto 25 - Relevo dissecado em morros e colinas de vertentes

convexizadas formando ombreiras e vales profundos (Dc43)

nas Encostas Orientais da Borborema, Rodovia PB-087,

Municipio deAreia, PB.Regina Coeli Costa

(continua)

Foto 24 - Relevo dissecado de topos convexos (Dc21),

conhecido localmente pela danomlnacao de coxilhas, norte

da cidade de Pelotas, RS.

Fernando Peres

Foto 26 - Relevo dissecado de topos convexos (Dc31) no

Chapadso do Boquelrao entreTapira e Araxa, MG.

Pericles Nunes

Foto 27 - Relevo dissecado marcado pela predominilncia de

morros de topos agut,;adose vertentes retilineas cortando

rochas da Faixa Ribeira em Pedra Dourada, MG.

Marcia Faria

Page 50: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 50/55

Conceitos basicos dos fatos geomorfol6gicos mapeados BIBGE

Modelados de Dissecacao - Exemplos

Foto 28 - Relevo montanhoso (Oa35)marcado por pontoas e

picos elevados que caracterizam a Serra dos Crgiios, Nova

Friburgo, RJ.

Marcia Faria

Foto 30 - Relevo dissecado estrutural na Serra do Espinhac;;o

em Monte Azul, MG.

Bernardo Nunes

(conclusiio)

Foto 29 - Relevo dissecado estrutural na Serra do Cipo-

Espinhac;;o,MG.

Pericles Nunes

Foto 31 - Aspecto do modelado dissecado em ravinas a oeste

de MG, observado em sobrevoo.

Marcia Faria

Foto 32 - Ravinas caracterfsticas dos modelados

dissecados que ocorrem ao sui deTapira, MG.

Jose Eduardo Bezerra

Page 51: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 51/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

DissoluC;io (Figura 16 e Fotos 33 a 38)

Carste Coberto - Kc

Conjunto de formas de dissolucao ocorrentes em subsuperffcie, mascaradas por solos,

detritos e outros produtos de descalcificacao,

Carste Descoberto - Kd

Conjunto de formas de dissolucso originadas em superffcie ou descobertas por erosao

de coberturas preexistentes.

Figura 16 - Modelados de dissoluC;iio e de

aplanamento retocado

IBGE, Diretoria de Geociencias, Coordenacao de Cartografia

Nota: Dados gerados pela Agencia Espacial Japonesa - JAXA e processados pela Alaska Satellite

Facility - ASF.

Page 52: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 52/55

Conceitos baslcos dos fatos geomorfol6gicos mapeados &IBGE

Modelados de Dissoluc;ao - Exemplos

Foto 33 - Carste coberto observado ao longo da RodoviaTO-110entre Lavadeira e Aurora doTocantins, TO.

Bernardo Nunes

Foto 35 - Carste descoberto na area do Parque NacionalCavernas do Peruac;u,Itacarambi, MG.

Bernardo Nunes

Foto 37- Carste descoberto bastante representativo com todasas feic;oesde detalhe correspondentes emTaguatinga, TO.

Bernardo Nunes

Foto 34 - Paredao calcarlo a margem do rioTaquari, BA.

Bernardo Nunes

Foto36 -As cristas carstlcas sao marcantes napaisagem em Unai

(MG) onde setem os melhores exemplos de rochas dobradas do

Grupo Bambui.

Bernardo Nunes

Foto38 - Feic;oescarsticas que seforma ram em rochascarbonaticasneoproterozoicas do Grupo Una na Chapada Diamantina (Gruta

Azul-Pratinha), BA.

Valdir Neves

Page 53: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 53/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

Formas de Relevo Simbolizadas

Os conceitos aqui empregados referem-se, em sua maior parte, as fei«;roes

geomorfologicas representadas por sfmbolos lineares e pontuais (Fotos 39 a 75). Essas

formas, devido a sua importante participacao na caracterizacao do relevo, justificam

o emprego da simbologia e enriquecem a representacao cartoqraflca,

Fonn as relacio nad as as a~oesflu via is , la custre s e ma rinhas

Delta 1?4Protuberancla na linha de costa formada pelo acurnulo de sedimentos na foz dos rios

em direcao ao oceano, ou mares parcialmente fechados, lagunas ou lagos. Ocorre

associado a planfcies fluviomarinha, fluviolacustre e lagunar.

Aureola de Colmatagem

Zona de acurnulacao de materiais de granulometria fina, nas bordas de lagos e lagunas,

marcando nfveis de oscllacao das aguas provenientes de preclpitacces pluviornetrlcas,

varlacoes de mares ou de rios que ali desembocam.

Page 54: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 54/55

Conceitos basicos dos fatos geomorfol6gicos mapeados BIBGE

Borda deTerrace 1 ," " 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 , 1

Desnivel que limita um plano de aluvioes antigas ou um plano de um pedimento,

formado em consequencia da varlacao do nivel de base regional ou por influencia

da neotectonica, localizado na margem das planicies fluvial, lacustre, lagunar

e marinha.

Cone de Dejecao

Deposito de material detritico transportado por torrentes ate a desembocadura em

areas de piemonte. Apresenta forma conlca, abrindo-se para jusante, sendo 0 eixo

coincidente com a linha de maior cornpetencia da corrente. Ocorre no sope das

escarpas, por abandono de carga devido a dirninuicao de energia da torrente, sob

condicoes de clima favoravel a desaqreqacso de materia is e ao transporte da carga

ou por situacao de instabilidade tectonics.

Page 55: Manual Tecnico Geomorfologia

5/17/2018 Manual Tecnico Geomorfologia - slidepdf.com

http://slidepdf.com/reader/full/manual-tecnico-geomorfologia 55/55

818GE Manual tecnico de geomorfologia

Leque Aluvia I(Alluvial Fan)

Deposito em forma de leque que se espraia declive abaixo, a partir de urn apice

localizado na base de uma area rna is elevada. Ocorre em areas de contato de dois tiposde relevos distintos, marcados por forte ruptura de declive, em quaisquer sistemas

rnorfoqenetlcos.io que acarreta aspectos texturais diferenciados.

Jarganta

Passagem estreita causada pelo aprofundamento do talvegue de urn rio em rochas

resistentes a erosao, existentes em terrenos dobrados e falhados, geralmente

discordante da estruturacao regional. Pode ocorrer em regioes submetidas a eventos

neotectonicos.